jueves, 27 de marzo de 2014

Ministerios laicais: realidade ou aparencia?

Nesta semana aconteceram os encontros dos núcleos e nas comunidades da zona rural foi trabalhado a formação para o ministério da Palavra. Mas bem antes do que a formação, a gente deve se questionar se depois de cinquenta anos desde o Concilio Vaticano II, temos entendido a proposta que ali foi feita de fazer realidade uma Igreja toda ministerial, onde todos sejam protagonista da missão evangelizadora da Igreja.

Muitas vezes os ministros/as leigos/as são vistos como solução diante da falta de padre, mas sempre num nível claramente inferior. Muita gente que chega para uma celebração, especialmente quando se trata de uma Igreja matriz não entra se quem preside é um ministro leigo, ainda mais se fosse uma mulher. Tem quem na fila da comunhão procura claramente o padre, pensando que a hóstia que ele distribui tem mais valor do que se vem da mão de um ministro...

Diante disso devemos refletir para ver como mudar uma mentalidade que a própria Igreja incentivou durante muitos séculos. O caminho é longo, mas a tentativa vale a pena... É claro que não podemos desistir, pois isso vai nos aproximar com aquele a quem seguimos: Jesus de Nazaret.

1 comentario:

  1. Concordo que o caminho seja longo, mas ainda vejo uma luz na escuridão, mesmo que esta esteja demorando a chegar mais perto. Tenho pouco tempo aqui, estou ainda conhecendo o jeito de ser do povo e é claro que essa realidade parece mais forte aqui e em outros lugares, mas venho de outros cantos que a alegria de celebrar é belíssima e a adesão a esta abertura que nos proporcionou o Concílio Vaticano II já é uma realidade. Acredito que depende muito da chamada "hierarquia" que é muito mais demonstrada pelos sacerdotes "sábios", é claro, que acabam influenciando ainda os de mente fechada. Nesse tempo em outros locais pude perceber a beleza e o encanto de pessoas que se doam por graça ao projeto que Deus tem em suas vidas e não se deixam intimidar por comentários de que não somos capazes, somos leigas. Não! Não somos leigas, somos cheias de sabedoria e encanto quando nos colocamos à serviço do Reino e não podemos perder as chances que Deus nos dá todos os dias de sermos mais suas servidoras. Precisamos melhorar, sim, mas não podemos deixar que nos calem ou nos façam parar. Se alguém não vem na minha fila para receber a comunhão, não será mais santo do que eu, mas será incapaz de compreender a beleza e grandeza do amor que Deus dispensa para um de nós. Continuarei rezando, celebrando, vibrando, mas também esperando que mentes fechadas se abram para acolher com alegria o que Deus nos pede: que sejamos um. E todo o resto será possível.

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